O artigo assinado pelo jornalista Roberto Tomé e publicado na Gazeta do Alto Piranhas ganhou forte repercussão em Cajazeiras e em diversas regiões da Paraíba ao abordar um tema que mexe diretamente com a identidade histórica da cidade: a ausência do município na lista do Selo Ouro da Educação, reconhecimento nacional voltado à alfabetização e à qualidade da gestão educacional.
Com o título “Cajazeiras sem Selo Ouro da Educação: Quando a terra que ensinou a Paraíba a ler fica fora da lista”, o texto repercutiu nas redes sociais, grupos políticos e programas de rádio, principalmente por resgatar o simbolismo histórico de Cajazeiras como referência educacional no estado.
Na publicação, Roberto Tomé destaca que Cajazeiras, conhecida historicamente como “a cidade que ensinou a Paraíba a ler”, ficou fora da relação dos municípios contemplados com o Selo Ouro do Compromisso Nacional Criança Alfabetizada, iniciativa ligada ao Ministério da Educação.
O jornalista relembra que durante a gestão do ex-prefeito Zé Aldemir, Cajazeiras conquistou reconhecimento nacional na área educacional, o que ampliou ainda mais o contraste diante da ausência do município na atual certificação.
O texto também chama atenção para o fato de a prefeita Corrinha Delfino possuir formação na área da educação, circunstância que, segundo o articulista, aumentou a cobrança popular sobre os resultados apresentados pelo município.
“Cadê o Selo Ouro da cidade que ensinou a Paraíba a ler?”, questiona Roberto Tomé em um dos trechos que mais repercutiram nas redes sociais.
A matéria ainda destaca que dezenas de municípios paraibanos conseguiram atingir os indicadores estabelecidos pelo Ministério da Educação, enquanto Cajazeiras acabou ficando fora da lista, fato considerado simbólico pela tradição educacional da cidade.
Outro ponto levantado no artigo é que a ausência da premiação não representa apenas a perda de uma certificação institucional, mas também provoca um impacto político e administrativo, especialmente por envolver uma cidade historicamente ligada à formação educacional do Sertão paraibano.
A repercussão do texto rapidamente ultrapassou os limites de Cajazeiras e passou a ser debatida em portais, programas jornalísticos e bastidores políticos em toda a Paraíba. Lideranças políticas, professores, estudantes e moradores passaram a discutir os rumos da educação municipal e os critérios que levaram o município a ficar fora da certificação nacional.
O debate ganhou ainda mais força pelo peso histórico de Cajazeiras no cenário educacional nordestino, berço do legado deixado pelo Padre Rolim e reconhecida durante décadas como polo de formação intelectual e acadêmica da região.
A publicação de Roberto Tomé acabou se transformando em um dos assuntos mais comentados do momento na política cajazeirense, ampliando a pressão sobre a gestão municipal e reacendendo discussões sobre planejamento pedagógico, acompanhamento educacional e investimentos na alfabetização infantil.
