A prefeita de Cajazeiras, Corrinha Delfino (PP), adotou um tom firme durante entrevista concedida na tarde desta terça-feira (5), ao programa Boca Quente, da Rádio Difusora. A gestora reafirmou seu alinhamento político com o Progressistas e lideranças estaduais, ao mesmo tempo em que fez um alerta direto a possíveis adversários e aliados dissidentes.
Corrinha confirmou que seguirá apoiando o vice-governador Lucas Ribeiro (PP), o ex-governador João Azevêdo (PSB) e o pré-candidato ao Senado Nabor Wanderley (Republicanos), consolidando sua posição dentro do grupo político estadual.
Apesar da reafirmação das alianças, a prefeita endureceu o discurso ao tratar de críticas e ataques à sua imagem. Segundo ela, não haverá tolerância para declarações que considere injustas ou ofensivas, especialmente vindas de figuras ligadas ao cenário político local.
“Não vou aceitar ninguém me chamar de ingrata ou dizer que estou traindo alguém. Nunca existiu esse nome traição na minha história. Se outros traíram, não fui eu”, declarou.
Durante a entrevista, Corrinha também abordou a relação com servidores da gestão municipal e destacou que, embora o voto seja uma decisão individual, não há espaço para apoiar quem atue contra sua administração ou propague críticas consideradas infundadas.
A prefeita ainda fez referência direta a auxiliares e ocupantes de cargos comissionados que, segundo ela, estariam se afastando politicamente. Nesse contexto, reforçou que sua prioridade não está em cargos ou poder, mas na preservação de sua reputação.
“Eu não valorizo cargo, poder, carro ou dinheiro, mas o meu nome e a minha credibilidade valem ouro. Então, nem pense em denegrir minha imagem, porque eu luto até o fim e a verdade chega”, afirmou.
A fala sinaliza um momento de maior tensão nos bastidores políticos de Cajazeiras, com possíveis rearranjos de forças e cobrança de fidelidade dentro da base aliada.
