O líder da base governista na Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB), deputado estadual Chico Mendes (PSB), fez graves denúncias durante entrevista ao programa Ô Paraíba Boa, da rádio Rádio FM 100.5, nesta quinta feira (12).
Durante a conversa, o parlamentar afirmou que aliados políticos em Cajazeiras estariam sofrendo ameaças, chantagens e pressão para deixar cargos no governo estadual. Segundo ele, a situação tem provocado medo entre servidores e lideranças locais.
“Eu estou recebendo mais de 10 ligações por dia de pessoas apavoradas, dizendo que estão sendo pressionadas e ameaçadas de demissão”, afirmou o deputado.
A declaração surgiu após questionamento sobre a demissão de Rogério, que ocupava um cargo na Casa da Cidadania em Cajazeiras. De acordo com Chico Mendes, o aliado havia sido indicado há cerca de sete anos e decidiu apoiá-lo politicamente nas eleições de 2024 e também o projeto político do governador João Azevêdo.
Segundo o deputado, a saída do aliado foi usada como argumento político por adversários, mas ele destacou que Rogério manteve apoio ao grupo governista mesmo após a exoneração.
“Ele teve a dignidade de ir lá, gravar um vídeo e declarar voto no governador João Azevêdo, em Lucas Ribeiro e na chapa completa do governo”, relatou.
Durante a entrevista, Chico Mendes também comentou que a indicação do substituto de Rogério teria sido feita pelo deputado Júnior Araújo, que teria alegado ter direito ao cargo por já ter feito indicações anteriores na estrutura estadual.
Apesar do episódio, o líder governista afirmou que o governador João Azevêdo e o vice-governador Lucas Ribeiro não compactuam com esse tipo de prática e que não há orientação do governo para perseguições políticas.
Chico Mendes também fez questão de afirmar que não responsabiliza diretamente a prefeita de Cajazeiras, Corrinha Delfino, pelas pressões relatadas.
“Eu tenho que ter dignidade de dizer que a prefeita não é parte disso. Mesmo sendo minha adversária política, eu seria injusto se colocasse essa responsabilidade nela”, declarou.
Mesmo assim, o parlamentar afirmou que o clima na cidade ainda é de tensão e que muitas pessoas temem perder seus cargos.
“Tem gente ligando dizendo que estão pressionando servidores que ganham um salário mínimo, ameaçando demissão se não mudarem de posição política. Isso não pode acontecer”, criticou.
As declarações aumentam a temperatura do cenário político em Cajazeiras e evidenciam a disputa entre grupos locais mesmo dentro da base que apoia o governo estadual.
