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Proposta de delação de Vorcaro terá ressarcimento a fundos de pensão

Banqueiro e investigadores ainda vão precisar chegar a um acordo sobre o valor

Entre as muitas incertezas que rondam o acordo de colaboração premiada do executivo Daniel Vorcaro, desde a sua disposição de efetivamente ajudar nas investigações até as chances de incriminar ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), pelo menos um ponto tem sido assegurado por diferentes atores que participam ativamente das negociações.

É a disposição de Vorcaro em devolver valor suficiente para cobrir os rombos nas previdências estaduais e municipais. “A proposta dele vai incluir o ressarcimento de todos os fundos de pensão”, disse ao blog uma fonte a par das discussões ouvida em caráter reservado.

O time jurídico do ex-banqueiro pretende apresentar ainda nesta semana uma proposta de delação premiada em uma reunião conjunta com a Polícia Federal e a Procuradoria-Geral da República (PGR).

O valor total do rombo nesses fundos ainda não foi calculado, mas passa dos R$ 3 bilhões. De acordo com o Ministério da Previdência Social, pelo menos três Estados e 15 cidades do país investiram um total R$ 1,87 bilhão em letras financeiras emitidas pelo banco de Daniel Vorcaro entre outubro de 2023 e dezembro de 2024. Mas alguns fundos, como o Rioprevidência, também compraram outros tipos de papéis do banco. No caso do fundo fluminense, o aporte total foi de R$ 2,6 bilhões.

Depois do Rio, o maior aporte foi do fundo de pensão do Amapá, feudo eleitoral do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), que aplicou R$ 400 milhões no Master. Já o Estado do Amazonas investiu R$ 50 milhões.

As letras financeiras são títulos de renda fixa de alto risco, pois não contam com a proteção do Fundo Garantidor de Créditos (FGC). Ou seja: se o banco falhar no pagamento, declarar falência ou for liquidado pelo Banco Central como aconteceu com o Master em novembro do ano passado, o investidor fica sem ressarcimento do dinheiro aplicado.

Como a proposta do dono do Master ainda não é conhecida, não se sabe exatamente quanto ele está disposto a entregar, e nem quanto os investigadores vão considerar razoável.

Banqueiro e investigadores ainda vão precisar chegar a um acordo sobre o valor

Entre as muitas incertezas que rondam o acordo de colaboração premiada do executivo Daniel Vorcaro, desde a sua disposição de efetivamente ajudar nas investigações até as chances de incriminar ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), pelo menos um ponto tem sido assegurado por diferentes atores que participam ativamente das negociações.

É a disposição de Vorcaro em devolver valor suficiente para cobrir os rombos nas previdências estaduais e municipais. “A proposta dele vai incluir o ressarcimento de todos os fundos de pensão”, disse ao blog uma fonte a par das discussões ouvida em caráter reservado.

O time jurídico do ex-banqueiro pretende apresentar ainda nesta semana uma proposta de delação premiada em uma reunião conjunta com a Polícia Federal e a Procuradoria-Geral da República (PGR).

O valor total do rombo nesses fundos ainda não foi calculado, mas passa dos R$ 3 bilhões. De acordo com o Ministério da Previdência Social, pelo menos três Estados e 15 cidades do país investiram um total R$ 1,87 bilhão em letras financeiras emitidas pelo banco de Daniel Vorcaro entre outubro de 2023 e dezembro de 2024. Mas alguns fundos, como o Rioprevidência, também compraram outros tipos de papéis do banco. No caso do fundo fluminense, o aporte total foi de R$ 2,6 bilhões.

Depois do Rio, o maior aporte foi do fundo de pensão do Amapá, feudo eleitoral do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), que aplicou R$ 400 milhões no Master. Já o Estado do Amazonas investiu R$ 50 milhões.

As letras financeiras são títulos de renda fixa de alto risco, pois não contam com a proteção do Fundo Garantidor de Créditos (FGC). Ou seja: se o banco falhar no pagamento, declarar falência ou for liquidado pelo Banco Central como aconteceu com o Master em novembro do ano passado, o investidor fica sem ressarcimento do dinheiro aplicado.

Como a proposta do dono do Master ainda não é conhecida, não se sabe exatamente quanto ele está disposto a entregar, e nem quanto os investigadores vão considerar razoável.

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