O BRB comprou maior parte dos ativos do Banco Master mesmo quando já havia identificado que carteiras eram fraudulentas
O Banco de Brasília (BRB) comprou R$ 30,4 bilhões em carteiras do Banco Master desde o dia 1º de julho de 2024, como mostram planilhas de prestação de contas obtidas com exclusividade pelo Metrópoles com base na Lei de Acesso à Informação (LAI).
A este valor somam-se outros R$ 10,8 bilhões em carteiras adquiridas pelo BRB a partir de “substituições”, em que o Banco de Brasília devolvia uma carteira podre do Credcesta ao Master e recebia no lugar novos ativos. A partir desta segunda-feira (6/4), o site Metrópoles vai mostrar que esses ativos hoje em posse do BRB também são de baixíssima qualidade.
As compras de carteiras do Master começaram em julho de 2024 e se dividiram em crédito de varejo, atacado, CDI, CRI e fundos. A partir de março de 2025, quando o BRB detectou que parte das carteiras adquiridas do Master era fraudulenta, o banco não interrompeu os negócios – pelo contrário: comprou mais R$ 20,7 bilhões em produtos do Master.
CREDITO: METRÓPOLES
